sábado, 26 de outubro de 2013
ARTE E SOCIEDADE
Arte pré-histórica
-Pinturas das cavernas de Pech Merle
A caverna de Pech Merle fica situada na região de Midi-Pyrénées, nas montanhas dos Pirinéus, França.
Conhecida como a “Capela Sistina” dos Pirinéus, no seu interior encontram-se algumas das mais belas e mais bem detalhadas pinturas da pré-história da Europa.
Devido á sua elevada importância arqueológica, Pech Merle foi declarado Monumento histórico.
A caverna terá sido habitada por seres humanos do período Paleolítico e de cultura Gravetiana.
A maior parte das pinturas representam acções do quotidiano e sobretudo a Fauna da região (cavalos, mamutes, veados, felinos, etc) porém também é possível observar mãos humanas representadas na rocha. O intuito da pintura das mesmas é um mistério, porém muitos afirmam que poderá ser um dos primeiros sinais da percepção do homem e da sua existência no mundo e no seu poder de adaptar o mundo às suas necessidades.
Arte Antiga
- Pedra Formosa (Citânia de Briteiros)
A Pedra Formosa da Citânia de Briteiros, localizada na freguesia de Salvador de Briteiros, concelho de Guimarães, distrito de Braga, encontra-se exposta na Sociedade Martins Sarmento.
É um monólito de granito, trabalhada, com origens provavelmente há uns três mil anos, com quase três metros de largura e mais de dois de altura, pesando aproximadamente cinco toneladas.
Trata-se da peça principal de um monumento que é essencialmente um conjunto arquitectónico pré-romano de banhos (vapor e água) construído no período castrejo. Encontrada há cerca de 100 anos pelo arqueólogo Martins Sarmento, inicialmente se pensava que se tratava de uma fachada para aquilo que seria uma sala fúnebre ou crematória, porém investigações arqueológicas por fim concluíram que se tratava de facto, de uma fachada para uma sala de banhos a vapor (semelhante a uma sauna), construída antes da ocupação romana da península ibérica. É considerada um importante marco na história da península ibérica pois ficou provado que povos que supostamente eram cultural e socialmente inferiores aos Romanos também eram capazes de realizar obras de elevada importância social para a época e de grande beleza artística.
Arte Clássica
- Discóbolo
O Discóbolo é uma estátua do escultor grego Míron, que representa um atleta momentos antes de lançar um disco. Provavelmente seja a estátua de um atleta mais famosa do mundo.
A escultura original pensa-se que fora produzida em bronze por volta de 455 a.C para ser instalado num palácio de Atenas, possivelmente criada para comemorar um atleta vitorioso no pentatlo da Grécia antiga, mas a obra acabou por se perder ao longo do tempo. A composição no entanto sobrevive em diversas cópias romanas, todas com variações entre si, o que deixa algumas dúvidas sobre a conformação exacta do original.
Actualmente a estátua é considerada um ícone para todos os atletas a nível mundial.
Arte Medieval
- Mjölnir
O Mjölnir, o martelo nórdico, é uma das mais belas peças de joalharia e de “status” social usada pelos povos nórdicos.
Talhado de forma bem característica, enfeitado com gravuras, padrões, símbolos e runas, o mjölnir é, mitologicamente, como uma das mais temíveis armas, capaz de aplainar montanhas. Os povos nórdicos acreditavam que era Thor quem usava semelhante arma, e os trovões seriam Thor usando seu martelo (sendo esse o motivo de ele ser chamado de deus do trovão).
Não há certezas absolutas sobre se de facto haveria algum Mjölnir com tamanho e peso suficiente para ser usado em batalha, no entanto, tornou-se numa importante peça de joalharia, usada sobre a forma de amuletos, brincos ou alfinetes, demonstrando assim a grande destreza desses povos para a metalurgia e joalharia.
O martelo era (e ainda é) o símbolo da força para os nórdicos, e acreditavam que quem carrega um consigo terá força e boa sorte. Por isso, era costume atiradores de martelos levarem um amuleto na forma de um "mjölnir" para as competições e batalhas, acreditando que Thor iria ajudá-los.
Actualmente o martelo e a sua simbologia caíram no esquecimento, no entanto, ainda são vagamente usados por pessoas que crêem ter ligação com a mitologia nórdica e tornou a reaparecer na forma de colares, pendentes e até tatuagens.
Arte Moderna
- Guernica
Guernica é um painel pintado por Pablo Picasso em 1937. Medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como a representação do bombardeamento sofrido pela cidade espanhola de Guernica a 26 de abril de 1937 por aviões alemães, apoiados pelo ditador Francisco Franco.
A pintura foi feita com o uso das cores preto e branco - algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista quanto ao bombardeamento da pequena cidade espanhola. Pintado em estilo cubista, Picasso retracta pessoas, animais e edifícios sendo mutilados e destruídos pelo intenso bombardeio da força aérea alemã (Luftwaffe)
Morando em Paris, o artista soube do acontecimento através de jornais - e daí supõe-se que tenha saído a inspiração para a criação monocromática do sucedido.
Esse quadro foi feito com o objectivo de transmitir a aqueles que o vissem o que ele estava a sentir - um vazio por dentro de si, um conflito, uma guerra consigo mesmo ao procurar a resposta para sua vida amorosa.
Arte Contemporânea
- Fiddler on the Roof
Leonid Afremov (Vitebsk, União Soviética, 1955) é um pintor israelita de origem bielorrussa. É conhecido pelos seus quadros coloridos e alegres e pela sua técnica de pintura peculiar: uso de espátulas e de facas para pinturas com óleo.
Iniciou a sua carreira ao pintar “outdoors” para companhias de publicidade, e quando iniciou o seu trabalho em estúdio, a sua obra foi mal recebida: as pinturas de homens e mulheres nus chocaram a sociedade, assim como a representação de músicos de jazz negros foi mal vista por quem julgava que o artista deveria representar israelenses. Leonid sentiu-se discriminado por não ser um israelita puro e em 2001, emigrou para os Estados Unidos da América onde atingiu elevado sucesso e a sua obra é de grande importância para a arte contemporânea.
Das suas obras destaca-se a ‘’Fiddler on the Roof’’ (Violinista no Telhado), pintada em 2001 com uma faca, onde o artista tenta representar a emoção de Tevye, personagem principal do musical com o mesmo nome, que conta a história de uma família judaica russa, algo de bastante pessoal para o pintor dado que o próprio nasceu na URSS.
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